sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Tenha Cuidado no Falar




Sermão em Tg 3.1-12.

 Introdução – “Quem fala tudo o que pensa, acaba falando o que não convém!” Rev. Maely. Esse meu querido mestre sempre usava essa expressão para o perigo com as palavras. É preciso ter cuidado com a língua, com o que falamos.


Elucidação – Dentro da meta de ensinar os cristão-judeus da necessidade de um “Cristianismo Verdadeiro”, Tiago agora começa a apontar uma área que faz parte da vida – o falar. O Cristianismo verdadeiro é o Cristianismo Completo – de pensamento, atos e palavras; por isso, Tiago exorta os crentes sobre o falar.


Tenha Cuidado no Falar


I – Por que A Língua é Incontrolável (3.1-5): “1  Meus irmãos, não vos torneis, muitos de vós, mestres, sabendo que havemos de receber maior juízo.”

A - Advertência aos Mestres. Tiago começa advertindo essa classe de oficiais, não por serem mais propensos ao mal, nem por serem desnecessários, como alguns podem até pensar, mas, justamente, pelo fato do oficio do mestre ser essencialmente oral!

a)    O oficio de mestre requer responsabilidade, como qualquer outro, ou talvez até mais! Um mestre equivocado ou mal intencionado é um instrumento muito útil ao Diabo.

b)     Quem é notado é anotado.” Diz certo ditado! Todo mundo presta mais atenção na vida de quem está ensinando do que na vida daquele que está calado.

B – Talvez, algum irmão dissesse: “Eu não tropeço nunca!” ou talvez, outro dissesse: “Há sim, eu sou pecador, mas não tenho problema com o falar!”. Tiago não é hipócrita, ele sabe que os crentes ainda erram, e por isso, ele mesmo se inclui na categoria de pecador. Quando diz: “2 Porque todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça no falar, é perfeito (maduro) varão, capaz de refrear também todo o corpo.” Ele está dizendo: “Sejam sinceros e vejam um coisa, todo crente erra em algo, não é mesmo. Mas se você não erra no falar, você já é suficientemente maduro, para controlar qualquer outro pecado na sua vida. Pois controlar a língua é muito difícil!” Quem consegue controlar a língua, consegue controlar qualquer área da vida. Duas símiles:

a)    Cavalos – 3 Ora, se pomos freio na boca dos cavalos, para nos obedecerem, também lhes dirigimos o corpo inteiro.

b)   Navios – 4  Observai, igualmente, os navios que, sendo tão grandes e batidos de rijos ventos, por um pequeníssimo leme são dirigidos para onde queira o impulso do timoneiro. 5  Assim, também a língua, pequeno órgão, se gaba de grandes coisas.”

C – Como é difícil controlar a língua! Controlar o que falamos! Ela é pequena, mas se gaba de grandes coisas! Existe um ditado: “Quem tem boca fala o que quer! Quem tem ouvido ouve o que não quer!” Se gabar, é a mesma coisa de vangloriar, algo condenado na Bíblia. Através da língua o homem pode sem motivo engrandecer-se!


II – Por que A Língua é Destrutiva (3.6-8): “Vede como uma fagulha põe em brasas tão grande selva! 5b. 6  Ora, a língua é fogo; é mundo de iniqüidade; a língua está situada entre os membros de nosso corpo, e contamina o corpo inteiro, e não só põe em chamas toda a carreira da existência humana, como também é posta ela mesma em chamas pelo inferno.”

A – O poder destrutivo da língua é comparado a uma fagulha! Vemos nos noticiários que incêndios gigantescos, na maioria das vezes, iniciam-se a partir de cigarros prestes a se apagarem! Que poder destrutivo tem o fogo? Ele destrói em horas uma floresta cujas árvores levaram séculos para crescerem! Porém, tal poder não é impar, ele encontra um par: a língua humana.

a)    A Bíblia em outros lugares compara a língua ao fogo -  Pv 16.27  O homem depravado cava o mal, e nos seus lábios há como que fogo ardente.”

b)    Percebam a semelhança da língua com o fogo. Ele começa aos poucos até tomar proporções gigantescas. Quantas intrigas ou difamações não começam de pequenos focos, às vezes, mal entendidos, que a cada novo ouvinte ganhou um complemento, ao ponto de virar uma grande rede de destruição!

B - A Língua em si possui um alto poder destrutivo! Ela:

a)    Contamina o corpo inteiro: a língua está situada entre os membros de nosso corpo, e contamina o corpo inteiro,

b)    A língua é capaz de instigar a humanidade ao mal: e não só põe em chamas toda a carreira da existência humana,

c)    É útil aos propósitos malignos do Diabo.v. 3 como também é posta ela mesma em chamas pelo inferno.”

C – Tiago lembra que o homem que recebeu a autoridade e capacidade de dominar as criaturas, fracassa no próprio falar: “v. 7 Pois toda espécie de feras, de aves, de répteis e de seres marinhos se doma e tem sido domada pelo gênero humano; 8  a língua, porém, nenhum dos homens é capaz de domar; é mal incontido, carregado de veneno mortífero”.


III – Por que A Língua é Incoerente (3.9-12): “9  Com ela, bendizemos ao Senhor e Pai; também, com ela, amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus.”

A - A língua faz coisas boas e más. No entanto, o cristão deveria fazer apenas coisas boas, deve crucificar aquilo que pertence à natureza pecaminosa, e cada dia se revestir de virtudes, o que condiz com a sua nova condição.


B – Como já falamos, o apóstolo adverte contra a incoerência de vida, a diferença entre o dito e o feito, entre o crido e o demonstrado! A coerência do crente deve se refletir no seu falar. É incoerente ser cristão e viver a amaldiçoar os outros, blasfemar, murmurar, mentir, falar obscenidades.  Quem vê um crente sem santidade no falar, dificilmente acreditará na santidade de vida, afinal a boca fala do que está cheio o coração (Mt 12.34).

a)    As pureza no falar pertence a nova natureza, que aquele que possui a Cristo recebe. Ex.: Ef 4.29  “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem.” E também: 1Pe 3.9  “...não pagando mal por mal ou injúria por injúria; antes, pelo contrário, bendizendo, pois para isto mesmo fostes chamados, a fim de receberdes bênção por herança.”


C –10 De uma só boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não é conveniente que estas coisas sejam assim. 11  Acaso, pode a fonte jorrar do mesmo lugar o que é doce e o que é amargoso?12  Acaso, meus irmãos, pode a figueira produzir azeitonas ou a videira, figos? Tampouco fonte de água salgada pode dar água doce.” O que falamos pode ser facilmente desmentido pelo que praticamos. Há pessoas com muitas palavras e poucas obras, há pessoas com belas palavras e obras horríveis e há pessoas que nem palavras belas possuem. Isso tudo Tiago combate! Tem gente que a própria boca é podre, nem precisa olhar para a vida! As palavras já dizem tudo!

a)    A incoerência dos frutos – Mt 7: “16  Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? 17  Assim, toda árvore boa produz bons frutos, porém a árvore má produz frutos maus.”

b)    O Senhor Jesus Cristo nos ordenou que abençoar os que nos amaldiçoam (Mt 5.44).

 Conclusão

  • Tenha domínio próprio – controle a língua.
  • Seja produtivo - controle a língua.
  • Seja coerente e não um hipócrita – controle a língua.



segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Um esboço homilético de Tg 2.14-26



Verdadeira Fé X Falsa Fé
 
I – A falsa fé

 A - A falsa fé é improdutiva – “14 Meus irmãos, qual é o proveito, se alguém disser que tem fé, mas não tiver obras? Pode, acaso, semelhante fé salvá-lo?”

 B – A falsa fé incessível para com o próximo – “15 Se um irmão ou uma irmã estiverem carecidos de roupa e necessitados do alimento cotidiano, 16  e qualquer dentre vós lhes disser: Ide em paz, aquecei-vos e fartai-vos, sem, contudo, lhes dar o necessário para o corpo, qual é o proveito disso?”

 C – A falsa fé é incoerente -  17  Assim, também a fé, se não tiver obras, por si só está morta. 18  Mas alguém dirá: Tu tens fé, e eu tenho obras; mostra-me essa tua fé sem as obras, e eu, com as obras, te mostrarei a minha fé. 19 Crês, tu, que Deus é um só? Fazes bem. Até os demônios crêem e tremem. 20 Queres, pois, ficar certo, ó homem insensato, de que a fé sem as obras é inoperante?”


II – A verdadeira fé

A - A verdadeira fé produz frutos, o exemplo de um “justo” – “21 Não foi por obras que Abraão, o nosso pai, foi justificado, quando ofereceu sobre o altar o próprio filho, Isaque? 22 Vês como a fé operava juntamente com as suas obras; com efeito, foi pelas obras que a fé se consumou, 23  e se cumpriu a Escritura, a qual diz: Ora, Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado para justiça; e: Foi chamado amigo de Deus. 24  Verificais que uma pessoa é justificada por obras e não por fé somente”.

 B - A verdadeira fé produz frutos, o exemplo de uma “perdida” – “25 De igual modo, não foi também justificada por obras a meretriz Raabe, quando acolheu os emissários e os fez partir por outro caminho? 26  Porque, assim como o corpo sem espírito é morto, assim também a fé sem obras é morta.” Mt 1.5.


quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Uma pergunta que não quer calar




A fé evangélica cresce cada dia mais no Brasil, isso é o que os “números” oficiais mostram; digo, “número” com “aspas”, pois, por acaso, podem o números exprimirem o intangível e invisível mundo da fé? Porque não colocar também entre “aspas” o sujeito “fé evangélica” e adicionar uma interrogação? A “fé evangélica” cresce cada dia mais no Brasil? Agora temos uma pergunta, uma pergunta que não quer calar, uma pergunta que merece resposta. Para responder essa questão é necessário usarmos o teste da Escritura – a regra de fé e prática do cristão. De acordo com o Senhor Jesus Cristo:

"Cuidado com os falsos profetas. Eles vêm a vocês vestidos de peles de ovelhas, mas por dentro são lobos devoradores. Vocês os reconhecerão por seus frutos. Pode alguém colher uvas de um espinheiro ou figos de ervas daninhas? Semelhantemente, toda árvore boa dá frutos bons, mas a árvore ruim dá frutos ruins. A árvore boa não pode dar frutos ruins, nem a árvore ruim pode dar frutos bons”. (Mt 7.15-18 NVI)

De acordo com Tiago:

“De que adianta, meus irmãos, alguém dizer que tem fé, se não tem obras? Acaso a fé pode salvá-lo? Se um irmão ou irmã estiver necessitando de roupas e do alimento de cada diae um de vocês lhe disser: "Vá em paz, aqueça-se e alimente-se até satisfazer-se", sem porém lhe dar nada, de que adianta isso?” (Tg 2.14-16 NVI).

Ouço uma garota escarnecedora contar o testemunho de sua tia costureira que vendeu a máquina de costura (instrumento de trabalho) para alcançar uma cura. Ligo a televisão e vejo homens de Deus pedindo que os sofredores sacrifiquem o seu “tudo” para Deus. Mudo de canal e vejo “um profeta” ensinado aos desvalidos que para semear prosperidade é necessário dar o que não se tem para a “obra”. Eu vi e ouvi tudo isso, você também tem ciência de tudo isso, eu não acredito que seja melhor do que ninguém. Você vê tudo isso, então, tem condições de responder. Essa fé que cresce vertiginosamente no Brasil é a fé evangélica? De acordo com a Palavra de Deus “orar”, “proferir”, “profetizar”, “determinar” a benção não é nada quando o poder de “fazer” está em nossas mãos e não fazemos nada; que dirá tirar do “carecido de roupa” ou “necessitado de alimento” aquilo que lhe resta ou o que eles já não têm? Será que essa fé é evangélica? Responda!


 S.D.G.


Pr. Andriel Cleber

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Uma gravidez indesejada por Deus



A gravidez é um momento muito lindo na vida de qualquer casal, principalmente quando a criança é desejada. Gerar vida é algo abençoado. Mas nem todos se encantam com esse momento, muitas gravidezes são indesejadas, tornam-se assim, um momento de amargura na vida, e o que deveria ser visto como benção é visto como maldição. Existe uma gravidez que não é desejada por Deus, pois traz maldição em lugar de benção, não alegra o Criador, pois gera morte ao invés de vida; falo do pecado. Eis o que a Bíblia diz: “Eís que o ímpio está com dores de iniquidade; concebeu a malícia e dá luz a mentira.” Sl 7.14. A Bíblia usa uma descrição vívida para o pecado – a gestação. Mas, a gestação não é o primeiro passo de um relacionamento, existe todo um processo – atração, sedução, conquista – do mesmo modo, há também um processo que leva ao nascimento do pecado. Vemos na Escritura que “cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o atrai e seduz. Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o pecado; e o pecado, uma vez consumado, gera a morte” Tg 1.14b-15. A melhor maneira de evitar essa maldita gestação é não flertando com o mal, lutemos contra as nossas paixões e assim não teremos problemas com essa gestação indesejada por Deus. Caso o pecado já esteja gerado, aborte! Esse aborto Deus apoia!

Rev. Andriel Cleber
Totalmente pró-vida

sábado, 3 de setembro de 2011

SALVAÇÃO: Uma Obra da Trindade.

Pedro, apóstolo de Jesus Cristo, aos eleitos que são forasteiros da Dispersão no Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia, 2  eleitos, segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e a aspersão do sangue de Jesus Cristo, graça e paz vos sejam multiplicadas. 1Pe 1.1-2.

Introdução

O quê devo fazer para ser salvo? Essa é a pergunta de muitas pessoas! Por quê dessa pergunta? Muitos acreditam que a salvação é uma conquista humana, mas ela não é uma conquista humana. Alguns vêm a salvação como uma cooperação entre Deus e o homem, outros como uma obra do homem em direção a Deus. Mas o que a Bíblia nos mostra  é que a salvação é uma obra de Deus no homem. Uma obra da Trindade onde cada “Pessoa” desempenha a sua função no pecador eleito.

Elucidação. Esta passagem é endereçada a crentes que estavam dispersos por causa de sua fé. Nesta carta o apóstolo Pedro lembra os crentes as verdades referentes a salvação, como uma forma de motivá-los a salvação.

I.    A FUNÇÃO DO PAI: “... eleitos segundo a presciência de Deus Pai...”

 O Conhecimento de Deus sobre todas as coisas. Ele sabe tudo (Hb 4.13). 
b) Esse conhecimento é a base da eleição de alguns para a vida. Porém, esse conhecimento não é um mero saber o futuro, mas envolve a determinação divina. Deus, literalmente, escolheu - João 15:16  “Não fostes vós que me escolhestes a mim; pelo contrário, eu vos escolhi a vós outros e vos designei para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que tudo quanto pedirdes ao Pai em meu nome, ele vo-lo conceda.”
c.      Caso contrário, o restante do texto estaria errado. Pois, seguindo esse raciocínio, deveria dizer “por causa” e não “para”, como realmente o diz.
d.     Deus não encontrou nada no homem, exceto a sua própria miséria. Por isso a salvação é “segundo a sua muita misericórdia...”, ver 1Jo 4.19. “Nós amamos porque ele nos amou primeiro”. Quando Deus contemplou da eternidade todos os homens, ele viu que não havia um justo, nem um sequer, ninguém que o buscasse – Rm 3.11.


II.                A FUNÇÃO DO ESPÍRITO SANTO

“... em santificação do Espírito...”

a.     A Bíblia mostra a incapacidade do homem. Ela nos diz que homem natural não compreende as coisas do Espírito “por que lhe são loucura” – 1Co 1.14.
b.     Sendo assim, como alguém poderia buscar a Deus? A Bíblia nos mostra que o próprio Deus supre essa deficiência nos seus eleitos.
                                                             i.      O Espírito Santo convence o homem, regenerando-o e aplicando todos os benefícios da obra de Cristo.
                                                           ii.      O Espírito Santo é aquele que aplica e desenvolve a salvação nos eleitos de Deus.

III.             A FUNÇÃO DO FILHO

“... para a obediência e a aspersão do sangue de Cristo.”

a.     A eleição leva a salvação e a obediência, e não o contrário.
b.     O que está em destaque aqui é a salvação, em segundo lugar a santificação.
c.      Na linguagem de Pedro, a obediência é sinônima de crêr – 1.14; 22.
d.     O que é necessário fazer para alcançar a salvação – “

Conclusão

Ø Os méritos da salvação não se encontram de modo nenhum no homem, mas apenas em Deus. Pois é uma obra do Deus Tri-uno.
Ø Nossa função como pecadora remidos é glorificar a Deus por tamanha salvação.
Ø Caso você não seja ainda um dos remidos, talvez ache que a salvação é impossível a você. Quem sabe você não é um dos eleitos de Deus? Caso você se sinta compelido a receber a Jesus Cristo como Senhor da sua vida, com certeza é por que você é chamado por Deus para receber a salvação!

sexta-feira, 12 de agosto de 2011


Exposição de Tg 1.1-11

Introdução – Lendo um livro sobre liderança, o autor fazia um interessante contraste entre os pessimistas e os otimistas. Dizia ele que: o pessimista vê os obstáculos como avisos para desistência, enquanto o otimista os vê como oportunidades para o aperfeiçoamento e a superação. 
Elucidação  Tiago, servo de Deus e do Senhor Jesus Cristo, às doze tribos que se encontram na Dispersão, saudações. O Tiago escreveu esta carta a um público composto de judeu-cristãos que viviam fora da Terra Santa. Foi escrita por volta da perseguição que se iniciou no ano 44 A.D. Possivelmente, é o escrito mais antigo do Novo Testamento. A preocupação de Tiago era prática, falando das implicações da fé na vida dos crentes. Como foi escrito num contexto de perseguição, Tiago se preocupa bastante em exortar os crentes provados, para que eles vissem que, em meios as dificuldades, surgiam grandes oportunidades.

Provação: Sinônimo de Oportunidade Para o Crente

I – Oportunidade de Confirmar a Fé (1.2-4):

“2  Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações,3  sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança. 4 Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes.”

A – Tal exortação do apóstolo Tiago parece contrária à “mensagem do evangelho dos nossos dias” centrado no homem, pregando uma mensagem de “autoajuda”, inspirada pelo consumismo e não pelo Espírito. Como o apóstolo pode dizer: “se alegrem completamente quando estiverem enfrentando provações”?  Pode parecer difícil entendermos isso hoje, mas:
1) A provação é fato na vida dos cristãos. O Sr. Jesus Cristo, falou que teríamos provações. Mt 10.22 - Sereis odiados de todos por causa do meu nome; aquele, porém, que perseverar até ao fim, esse será salvo.
2) Vemos que: “... todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos”.  2 Timóteo 3:12 

B – A realidade da provação na vida dos cristãos, não é algo questionável, antes é uma realidade bíblica comprovada! Deus tem propósito na provação dos cristãos, aliás, Ele tem propósito em todas as coisas, especialmente na vida dos seus eleitos. Somente saber isso, já deveria gerar conforto aos crentes, mas vemos ainda uma utilidade prática das provações – confirmação da fé! Para entendermos isso, vejamos o que é a fé: Hb 11.1 - “Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem.”
1) A verdadeira fé envolve espera e convicção! De outra sorte, não há uma fé verdadeira!
2) A fé verdadeira envolve perseverança, presteza e constância.
3) Deus estabeleceu a fé como instrumento para que os eleitos recebessem a graça, e assim, a salvação. Assim, como também, estabeleceu a perseverança como sendo o meio da fé ser testada, aperfeiçoada e evidenciada. Rm 5:1  “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo; 2  por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus.3  E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; 4  e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança. 5  Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado”.  
  
C – “Ninguém dá valor ao que não lhe custou nada”. Esse ditado é conhecido de todos nós, e exprime uma grande verdade – que o home é essencialmente ingrato. Quantas pessoas possuem tudo em suas mãos, e somente ao que darão valor ao que possuem, no dia quando perderem tudo! Quantos filhos foram “estragados pelos” pais em seu caráter, pois tiveram tudo sempre em suas mãos? Nunca lutaram, por isso, nunca deram valor!

D – Deus que soberana e graciosamente dá salvação aos seus eleitos, estabeleceu a perseverança como meio para o aperfeiçoamento e crescimento! Somente quando testado é que se comprova algo. Somente com provações é que pode se aperfeiçoar o caráter e a maturidade, e o Senhor quer o seu povo seja “perfeito e integro” e não deficiente (v.4). Mt 5.48. Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes. v.4.
1) O caráter do crente se aperfeiçoa nas tribulações, tal foi com muitos servos de Deus no passado (p.ex. Hb 11).
2) Por isso, a fé comparada com o metal refinado pelo fogo, ex I Pe 1.6-7 – “Nisso exultais, embora, no presente, por breve tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações, para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo;...”

II – Oportunidade de Ser Sábio (5-8):

“5 Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida. 6  Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando; pois o que duvida é semelhante à onda do mar, impelida e agitada pelo vento. 7  Não suponha esse homem que alcançará do Senhor alguma coisa;8  homem de ânimo dobre, inconstante em todos os seus caminhos”.

A – Na tribulação surge a necessidade de sermos sábios, pois são justamente, em momentos de crise que se evidenciam as virtudes dos homens. Tal não é diferente no reino de Deus! Assim, as tribulações são oportunidades de sermos sábios. Devemos salientar que sabedoria aqui, não significa um saber especulativo, mas o discernimento espiritual e prático!  Vemos que a sabedoria:
1) Deus dá sabedoria, assim como dá tantas outras coisas aos que perseverantemente buscam – “... e tudo quanto pedirdes em oração, crendo, recebereis.” Mt 21.22.
2) Porém, tal busca deve ser confiante e constante. “De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam.”Hb 11.6.

B – Nos evangelhos lemos uma promessa: que quando levados aos tribunais, o Espírito Santo falaria pelos crentes diante dos seus acusadores (Mt 10.19-20)! Deus dá sabedoria aos seus! Tiago viu essa promessa se cumprir, por isso, ele motiva os crentes a buscarem essa sabedoria!

C – A busca por sabedoria – como já falado - envolve uma disposição espiritual e mental, constante e confiante. Muitos suportam a tribulação até certo ponto, buscam a sabedoria até ponto “X”; mas não perseveram! Tiago fala desses, e usa duas figuras:
1) O que duvida é como o mar inconstante. Inconstância é uma marca dos ímpios – “Mas os perversos são como o mar agitado, que não se pode aquietar, cujas águas lançam de si lama e lodo.” Is 57.20
2) O que duvida é de animo dobre – possui dois espíritos! Essa expressão foi criada, possivelmente, pelo apóstolo Tiago!

IV – Oportunidade de Vermos a nossa Fragilidade (9-11):

9  O irmão, porém, de condição humilde glorie-se na sua dignidade, 10  e o rico, na sua insignificância, porque ele passará como a flor da erva. 11 Porque o sol se levanta com seu ardente calor, e a erva seca, e a sua flor cai, e desaparece a formosura do seu aspecto; assim também se murchará o rico em seus caminhos.

A – Uma situação crítica nos faz ver a nossa insignificância e impotência! Nas provações, o crente tem a oportunidade de atenta para a sua condição efêmera e dependente! No caso de Tiago, as provações que os crentes enfrentavam eram: o desterro, o espólio e a morte!
1) Diante de situações dessas, como não perceber a sua própria fragilidade e impotência.
2) Diante de situações dessa, como não buscar auxilio em Deus?

B – Os estudiosos perceberam que a mensagem de Tiago foi muito influenciada pelo ensino de Jesus nos sermões do Monte e/ou da Planície. Assim, os vv.9-11, parece reminiscência de Mt 5.1-12 e Lc 6.20-23. Vemos que algo muito comum no ensino de Jesus é a advertência às riquezas.
1) “... onde está o teu tesouro, aí estará o teu coração.” Mt 6.21
2) “Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas!” Mc 10.23b.
3) Os ricos têm dificuldade de pensarem na vida eterna. Ex.:Lucas 12:20  “Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?

C – Tiago utilizada a comum símile bíblica da vida humana com a erva, quer chamar a atenção dos crentes para a glória eterna. Ele está dizendo: Quem tem Cristo tem dignidade, pois herdará as sua promessas; enquanto quem não tem Cristo, pode ter tudo hoje, mas é como  não possuísse nada, pois quando Ele que é o Sol da justiça vier, então, tudo passará.
Concluindo, gostaria de voltar ao inicio gostaria de voltar ao que falamos no início desta mensagem: os pessimistas transformam os obstáculos em impedimentos e motivos para desistirem, enquanto os otimistas transformam em oportunidades para aperfeiçoamento e superação. Diante disso, gostaria de perguntar: como você tem reagido diante das tribulações e provações? Você tem visto como uma oportunidade para o seu crescimento espiritual – confirmação da fé, crescimento em sabedoria e reconhecimento da sua própria fragilidade? Espero que você saiba aproveitar os momentos de tribulação para glorificar a Deus! Muitos querem ser fortes espiritualmente, mas na tribulação sucumbem. Quando tivermos em tribulação, não esqueçamos jamais do que diz a Palavra do Senhor em 2 Timóteo 2:12  “se perseveramos, também com ele reinaremos; se o negamos, ele, por sua vez, nos negará;...”.

Rev. Andriel Cleber Santos de Araújo

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Sermão no Salmo 11

Sermão

A Confiança do Justo na Batalha está em Deus
Sl 11


Introdução. Vivemos em uma guerra espiritual, a Bíblia freqüentemente utiliza essa imagem. O crente luta contra a carne, luta contra o mundo, luta contra o Diabo
Elucidação. O Sl 11 foi composto por Davi em contexto militar. Possivelmente enfrentava Absalão – seu filho-; ou alguma das nações vizinhas! Naqueles dias, a guerra espiritual envolvia - literalmente - a luta a dramática contra indivíduos e nações. Hoje a nossa guerra não é contra a carne e o sangue, mas muito podemos aprender com a peleja de Davi. Em meio as lutas de Davi vinham desânimos e desanimadores, mas ele não desanimava, pois a sua confiança estava posta, não em si mesmo, mas no Senhor!

I – Por que Deus é o seu abrigo (1-3):


1  No SENHOR me refugio. Como dizeis, pois, à minha alma: Foge, como pássaro, para o teu monte? 2  Porque eis aí os ímpios, armam o arco, dispõem a sua flecha na corda, para, às ocultas, dispararem contra os retos de coração.3  Ora, destruídos os fundamentos, que poderá fazer o justo?

A – Percebam o conselho que os incrédulos ou fracos na fé davam a Davi em meio a sua luta: “Fuja Davi, fuja como pássaro para o seu monte! Pois, os ímpios se armam em cilada para dispararem contra os justos. Fuja Davi, pois os fundamentos foram destruídos! O que você poderá fazer?!”. Imagem utilizada: o prédio cujos alicerces desintegraram-se. Uma expressão equivalente em português seria: “a casa caiu!!!”

 B – Se este salmo foi composto quando Davi fugia do Seu filho, a expressão de desânimo significaria que ele deveria procurar um outro lugar para si. Se o salmo foi composta quando Davi combatia um inimigo externo, significaria que o Rei deveria voltar para o monte Sião (Jerusalém). Uma coisa é certa: Esse mau conselho não era dado pelos “inimigos” diretos do Rei, e sim, pelos covardes e incrédulos que se encontravam no seu exército! Muitas vezes são os que se encontram “do nosso lado” que nos fazem desanimar. Já dizia certo poeta pop: “tem gente que está do mesmo lado que você, mas deveria está do lado de lá!” Os covardes, os pessimistas e os incrédulos acabam contaminando muitos outros!

C – Essa era a situação de Davi: pessoas que se diziam amigos aconselhavam: Davi, só resta fugir, os perversos se armam e atocaiam. Não temos o que fazer, a casa caiu! Pois, os alicerces já foram derrubados!

i.                   Toda construção tem fundamento, alicerce, ou deveria ter; de outra sorte, não subsiste!
ii.                A metáfora da construção é usada para sociedade, idéias, planos, teorias etc! Por isso dizemos: “as idéias daquele partido não possuem fundamento”, “fulano contou uma estória sem fundamento”, “a religião de cicrano não tem fundamento”, “as famílias de hoje não tem alicerce”.

D – Davi respondia aos incrédulos e vacilantes que estavam ao seu lado, dizendo: No Senhor me refugiu! Não me mandem fugir como passarinho assombrado, dizendo que os inimigos se armam e se atocaiam contra mim! Não adianta dizer que não tenho mais como sustenta a situação, que os fundamentos foram destruídos, que a “casa caiu”! Pois, o meu fundamento, a minha rocha, o meu auxilio e fortaleza é o SENHOR!!!

Aplicação. Vivemos dias difíceis. Para pessoas em geral, para cristãos em especial. Há muitas vidas sem fundamentos, por isso vemos: famílias, igrejas, instituições e vidas destruídas. Mas podemos perseverar: as palavras de Cristo não passam, ele é a rocha na qual nos firmar. Mateus 7:24-25:  Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha.


II – Por que Deus reina (4-7):

A – Davi podia continuar lutando, pois o seu fundamento era Deus! Porém, ter um refúgio nem sempre significa está a salvo! Quando havia guerra, a população se deslocava para as cidades, geralmente, muradas e construídas nos montes, para dificultar o acesso dos inimigos! Mas o cerco dos inimigos podia levar o refúgio a si tornar uma prisão ou até um túmulo! Pois, um sítio prolongado, trazia fome!

B – No entanto, o refúgio de Davi era seguro, pois Deus de Israel reina sobre tudo. ! No v. 4: O SENHOR está no seu santo templo; nos céus tem o SENHOR seu trono; os seus olhos estão atentos, as suas pálpebras sondam os filhos dos homens. Isso é, por demais, significativo, pois podemos confiar em algo, contar com alguém que verdadeiramente pode nos socorrer! A confiança de Davi estava firmada em Deus que reina
i.                   Deus é Rei e Juíz.
ii.                Ele reina sobre todas as coisas.
iii.             Seu poder é eterno. Jeremias 10:10 Mas o SENHOR é verdadeiramente Deus; ele é o Deus vivo e o Rei eterno; do seu furor treme a terra, e as nações não podem suportar a sua indignação.

 C – Não havia naquela época divisão de poderes – executivo, judiciário e legislativo! O rei, normalmente, era a última (suprema) estância do poder! Por isso, a imagem de Deus como rei e juíz andam juntas! Deus como rei de todo o universo para sempre fará justiça! Ele contempla todas as obras dos homens! V. “5  O SENHOR põe à prova ao justo e ao ímpio; mas, ao que ama a violência, a sua alma o abomina.”
i.                   Deus julga todos os homens, tantos os justos, quanto os injustos. Os que Ele ama e os que abomina!
ii.                Por isso, a Bíblia fala socorro aos justos, e castigo aos ímpios!
iii.             Aqui é feito um contraste! “6  Fará chover sobre os perversos brasas de fogo e enxofre, e vento abrasador será a parte do seu cálice. 7  Porque o SENHOR é justo, ele ama a justiça; os retos lhe contemplarão a face.”
a.         O fogo representa o juízo de Deus. Traz a lembrança de Sodoma e Gomorra! Que Deus fez chover fogo e enxofre (Gn 19.23-29).
b.        Os retos contemplaram a face de Deus. Terão a salvação, a comunhão com o Senhor!
                           

Aplicação. Deus reina, ele julga e faz tudo como lhe apraz (Sl 115.3). Tudo obedece ao propósito divino, todas as coisas cooperam para o bem daqueles que são chamados de acordo com o seu propósito. Mas, se você não está na lista dos chamados, você enfrentará sérios problemas, pois o Deus que salva o justo também condena o ímpio.

Conclusão

Viver é lutar, principalmente, no que se refere a esfera espiritual. O crente luta contra o mundo, o Diabo e si mesmo.  Somos assaltados a cada dia, muitos procuram nos desanimar, mas devemos crer que a vitória final virá para nós, pois Deus é o nosso refúgio e Ele reina, nada pode destruí-lo, nada pode vencer o Rei do universo.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

A Importância do Amor na Caminhada Cristã

Sermão em 1 João 2.7-11

Introdução. O que é o amor? Como é difícil defini-lo, mas fácil é descrevê-lo! Justamente é isso que a Bíblia faz, especialmente, em 1Co 13. Isso é o que fazem os poetas, como Luiz Vaz de Camões, que através de figuras consideradas contraditórias, procura defini-lo. Porém, nada é tão difícil quanto vivê-lo.

Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

Luís Vaz de Camões


Elucidação. A primeira carta do apóstolo João é uma “peneira dos verdadeiros cristãos”, através da qual ele expõe os parâmetros do verdadeiro discípulo. Nesse propósito, ele fala da importância do amor na vida cristã:

I. O Amor é um Mandamento (vv.7.8):

A. Um mandamento antigo – “7 Amados, não vos escrevo mandamento novo, senão mandamento antigo, o qual, desde o princípio, tivestes. Esse mandamento antigo é a palavra que ouvistes.”
(a) Por que o Antigo Testamento já preceituava – Mt 22.37.
(b) Por que os crentes, aos quais João escreve, já tinham sido ensinados sobre esse mandamento central do Evangelho.

B. Um mandamento novo – “8 Todavia, vos escrevo novo mandamento, aquilo que é verdadeiro nele e em vós, porque as trevas se vão dissipando, e a verdadeira luz já brilha.”
(a) Por causa de Cristo – ele nos amou primeiro, por isso devemos amar aos irmãos - João 13:34 - "Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros".
(b) Por que aqueles crentes já não eram filhos das trevas, e sim filhos da luz, e na sua caminhada deveriam refletir essa luz.

C. Mandamento é diferente de sentimento – o amor é mais do que um sentimento. Pensar que o amor é mero sentimento pode gerar alguns problemas:
(a) Gera um sentimento vazio sem ação – ex.: “eu amo, mas não ajudo!”
(b) Uma desculpa para a falta de ação – “Eu não ajudo, pois isso seria hipocrisia, já que não consigo amá-lo”.

D. O amor é mandamento. Envolve atitudes, pode envolver sentimentos, mas concretiza-se em atitudes. Ex.:
(a) É da de beber ao inimigo que tem sede - Romanos 12:20 "Pelo contrário, se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber; porque, fazendo isto, amontoarás brasas vivas sobre a sua cabeça".
(b) É cuidar da esposa como se cuida do próprio corpo - Efésios 5:28 "Assim também os maridos devem amar a sua mulher como ao próprio corpo. Quem ama a esposa a si mesmo se ama".
Aplicação. Amar é uma ordem! Devemos cumprir!

II. O Amor é Uma Marca (vv.9-11):

A. Como marca a sua ausência denuncia a falsa fé – v. 9 Aquele que diz estar na luz e odeia a seu irmão, até agora, está nas trevas.
(a) O ódio é uma marca dos que não foram alcançados pela luz - Tt. 3.3: Pois nós também, outrora, éramos néscios, desobedientes, desgarrados, escravos de toda sorte de paixões e prazeres, vivendo em malícia e inveja, odiosos e odiando-nos uns aos outros.
(b) O ódio é uma marca natural do homem sem Cristo, o novo homem é recriado para a justiça.

B. A sua presença demonstra a verdadeira fé - 10 Aquele que ama a seu irmão permanece na luz, e nele não há nenhum tropeço.
(a) Deus é luz, quem está na luz, está nEle.
(b) Não tem do que ser acusado, a não ser do bem.

C. A sua ausência demonstra a cegueira espiritual – v. “11 Aquele, porém, que odeia a seu irmão está nas trevas, e anda nas trevas, e não sabe para onde vai, porque as trevas lhe cegaram os olhos”.
(a) O Diabo cega o entendimento dos incrédulos - 2Co 4.4 "nos quais o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, o qual é a imagem de Deus".
(b) O falso professo não possui a verdadeira convicção de salvação, no máximo uma ilusão carnal que os leva ao precipício.
Aplicação. O amor é uma marca daquele que foi alcançado pelo amor de Deus.


Conclusão

João é chamado de o “discípulo amado”, pois ele mais do que qualquer outro apóstolo amou Cristo desde o princípio e demonstrou isso na sua vida. Foi ele o único a morrer de velho, e já debilitado pela idade ele era levado para a igreja e lá somente o que ele conseguia dizer era: “amai uns aos outros!” Um dia alguém perguntou o porquê dele dizer somente aquilo, e ele respondeu: “eu só consigo dizer isso, e se vocês fazerem isso e já basta!”


Andriel Cleber Santos de Araújo