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sábado, 11 de agosto de 2012

Quem foi o tapado que disse que a Teologia da Prosperidade não funciona?




Na sociedade “pragmatista” em que vivemos,  as pessoas dificilmente perguntam se algo é certo ou errado, mas perguntam -- isso funciona ou não?  Essa maneira de questionar também foi assimilada no âmbito religioso, do qual os evangélicos – querendo ou não -- também fazem parte.  Seguindo essa lógica utilitarista, a famigerada “Teologia da Prosperidade” tem feito grande número de adeptos, todos -- homens e mulheres, pastores e ovelhas -- querendo “o melhor de Deus” para as suas vidas. A pergunta feita por muitos curiosos é: “a Teologia da Prosperidade funciona ou não?” A resposta dos seus proponentes é: sim! A sua réplica é: “Tu é um tapado se não acreditar!” Pensando sobre isso, lembro que certa feita uma “frequentadora” da nossa igreja relatou para minha pessoa que tinha participado de uma “reunião especial” em certa “denominação evangélica”. A dita reunião era direcionada a empresários e pessoas que almejavam a prosperidade financeira, tendo inclusive, um documentário com testemunho de gente que tinha alcançado a benção através dessas reuniões. A irmã disse:

-- “Pastor, teve o testemunho de uma pessoa que passava necessidade e agora tem lojas, imóveis e uma BMW! Será que isso é verdade? Será que funciona, alguém entrarnuma campanha e depois enriquece e comprar uma BMW?”

Eu respondi:

-- “Minha irmã, com certeza essas campanhas funcionam, basta contar todas as BMWs desta cidade e averiguar sobre os seus donos, então você verá que todos os proprietários desse tipo de carro são membros daquela igreja!” -- A irmã deve ter entendido a minha resposta, nem na cidade, nem muito menos naquela igreja, existiam proprietários de BMWs.

Ainda falando sobre a pergunta -- a Teologia da Prosperidade funciona ou não? -- acredito que essa não é a pergunta certa, pois diante dos “fatos” – riqueza e poder – mereceremos o adjetivo de “tapados”. Sei que a Teologia da Prosperidade funciona, pelo menos para alguns, caso contrário, não haveria quem a pregasse. Realmente ela funciona, prova disso: impérios de comunicações, fortunas, riquezas, imóveis, aviões, beija-mãos aos/dos poderosos.

Você acredita na A Teologia da Prosperidade? Ela tem funcionado para você? Na verdade não interessa se ela dá resultados para você ou não, não importa se ela tem te abençoado ou não! O que importa seu tapado incrédulo é que ela tem dado resultado para muita gente esperta!  Essa gente esperta, na verdade, não são muitos, mais poucos, os poucos no topo da pirâmide do sistema, os poucos no topo da cadeira alimentar -- comendo a carne, bebendo o sangue e vestindo o couro das ovelhas.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Uma pergunta que não quer calar




A fé evangélica cresce cada dia mais no Brasil, isso é o que os “números” oficiais mostram; digo, “número” com “aspas”, pois, por acaso, podem o números exprimirem o intangível e invisível mundo da fé? Porque não colocar também entre “aspas” o sujeito “fé evangélica” e adicionar uma interrogação? A “fé evangélica” cresce cada dia mais no Brasil? Agora temos uma pergunta, uma pergunta que não quer calar, uma pergunta que merece resposta. Para responder essa questão é necessário usarmos o teste da Escritura – a regra de fé e prática do cristão. De acordo com o Senhor Jesus Cristo:

"Cuidado com os falsos profetas. Eles vêm a vocês vestidos de peles de ovelhas, mas por dentro são lobos devoradores. Vocês os reconhecerão por seus frutos. Pode alguém colher uvas de um espinheiro ou figos de ervas daninhas? Semelhantemente, toda árvore boa dá frutos bons, mas a árvore ruim dá frutos ruins. A árvore boa não pode dar frutos ruins, nem a árvore ruim pode dar frutos bons”. (Mt 7.15-18 NVI)

De acordo com Tiago:

“De que adianta, meus irmãos, alguém dizer que tem fé, se não tem obras? Acaso a fé pode salvá-lo? Se um irmão ou irmã estiver necessitando de roupas e do alimento de cada diae um de vocês lhe disser: "Vá em paz, aqueça-se e alimente-se até satisfazer-se", sem porém lhe dar nada, de que adianta isso?” (Tg 2.14-16 NVI).

Ouço uma garota escarnecedora contar o testemunho de sua tia costureira que vendeu a máquina de costura (instrumento de trabalho) para alcançar uma cura. Ligo a televisão e vejo homens de Deus pedindo que os sofredores sacrifiquem o seu “tudo” para Deus. Mudo de canal e vejo “um profeta” ensinado aos desvalidos que para semear prosperidade é necessário dar o que não se tem para a “obra”. Eu vi e ouvi tudo isso, você também tem ciência de tudo isso, eu não acredito que seja melhor do que ninguém. Você vê tudo isso, então, tem condições de responder. Essa fé que cresce vertiginosamente no Brasil é a fé evangélica? De acordo com a Palavra de Deus “orar”, “proferir”, “profetizar”, “determinar” a benção não é nada quando o poder de “fazer” está em nossas mãos e não fazemos nada; que dirá tirar do “carecido de roupa” ou “necessitado de alimento” aquilo que lhe resta ou o que eles já não têm? Será que essa fé é evangélica? Responda!


 S.D.G.


Pr. Andriel Cleber