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quinta-feira, 3 de março de 2016

A Verdadeira Profissão de Fé Cristã


Exposição de Mc 8:27-38
(esboço)

I. Possui a Compreensão da Pessoa de Cristo – 27 Então, Jesus e os seus discípulos partiram para as aldeias de Cesaréia de Filipe; e, no caminho, perguntou-lhes: Quem dizem os homens que sou eu? 28 E responderam: João Batista; outros: Elias; mas outros: Algum dos profetas. 29 Então, lhes perguntou: Mas vós, quem dizeis que eu sou? Respondendo, Pedro lhe disse: Tu és o Cristo. 30 Advertiu-os Jesus de que a ninguém dissessem tal coisa a seu respeito”.
A. Opiniões sobre Jesus. Os contemporâneos de Jesus demonstram “alta consideração” por sua pessoa, certamente devido as suas palavras e obras, por isso, o comparam a João Batista ou Elias. Mas, essa alta consideração não era suficiente, visto que não o reconheciam como sendo o Messias de Deus.
B. Opinião dos discípulos. Jesus não se preocupa tanto com a opinião dos que estão fora do seu círculo íntimo de discípulos, mas pergunta aos seus: “quem vocês acham que eu sou?”. A resposta de Pedro – sintetiza a opinião dos demais discípulos – tu és o Cristo (ungido) de Deus.  A resposta de Pedro, naquele momento, expõe de maneira exata, a confissão de fé exigida pelo verdadeiro seguidor de Cristo.
a) Jesus não é mais um profeta de Israel, mas aquele que é “o ungido” de Deus prometido e enviado.
b) Para ser discípulo é necessário é acreditar na singularidade da pessoa de Cristo – Rm 10.9s.
II. Possui a Compreensão da Obra de Cristo – 31 Então, começou ele a ensinar-lhes que era necessário que o Filho do Homem sofresse muitas coisas, fosse rejeitado pelos anciãos, pelos principais sacerdotes e pelos escribas, fosse morto e que, depois de três dias, ressuscitasse. 32 E isto ele expunha claramente. Mas Pedro, chamando-o à parte, começou a reprová-lo. 33 Jesus, porém, voltou-se e, fitando os seus discípulos, repreendeu a Pedro e disse: Arreda, Satanás! Porque não cogitas das coisas de Deus, e sim das dos homens”.
A. O que Jesus veio fazer. Jesus não é um mártir, ele não morreu por uma fatalidade, nem mesmo por um capricho divino, mas sua morte foi absolutamente necessária para a redenção do pecador. Isso não significa que Deus tivesse a obrigação de salvar o pecador,  mas sim que, uma vez que Deus em sua soberania decide salvar o pecador, não o pode fazer sem cumprir a sua justiça; por isso, Cristo é  o preço da redenção.  Realmente, Ele devia viver e morrer pelo pecador, em lugar do pecador, para que sua justiça fosse aplicada ao arrependido. Isso é o escândalo da cruz!
B.  Escândalo da Cruz.   Os discípulos ainda não entendiam completamente a missão de Jesus, por isso a reprovação de Pedro. Eles certamente ainda eram influenciados pela ideia de um Messias político.
a) O reino de Jesus não é deste mundo ainda,  naquele momento ele devia se humilhar.
b) A vontade de Satanás era afastar Jesus da Cruz, por isso, a repreensão de Jesus àquelas últimas palavras de Pedro. Afastando Jesus da Cruz não haveria sacrifício, sem o sacrifício não haveria salvação para o pecador.

III. Possui a Compreensão do Discipulado de Cristo34 Então, convocando a multidão e juntamente os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me. 35 Quem quiser, pois, salvar a sua vida  perdê-la-á; e quem perder a vida por causa de mim e do evangelho salvá-la-á. 36 Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma? 37 Que daria um homem em troca de sua alma? 38 Porque qualquer que, nesta geração adúltera e pecadora, se envergonhar de mim e das minhas palavras, também o Filho do Homem se envergonhará dele, quando vier na glória de seu Pai com os santos anjos”.
A. Tomar a cruz: o preço do discipulado. Significa a assumir o preço de ser discípulo do Senhor Jesus Cristo. A cruz não é sofrimento qualquer, como muitos pensam, mas o sofrimento decorrente do discipulado cristão - seguir verdadeiramente o Filho de Deus . A cruz era um instrumento de execução, o qual o sentenciado carregava; portanto, o crente deve viver por Cristo e se necessário morrer por Ele.
a)     Perder para ganhar – “... não é tolo quem dá o que não pode reter, para ganhar aquilo que não pode perder!” Já disse uma santa mulher de Deus!
b)    Não há vantagem – ganhar o mundo e perder a alma.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Sobre o Tempo dos Anticristos


 
 
 
Filhinhos, já é a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também, agora, muitos anticristos têm surgido; pelo que conhecemos que é a última hora. 1Jo 2.18
 
Introdução
        Existem assuntos bem especulados no meio cristão.  Um deles é a identidade do anticristo. Muitos nomes foram listados durante a História. Alguns seguem essa empreitada de “descobrir” o Anticristo, como se a Bíblia fosse um livro de palavras cruzadas. No entanto, a Bíblia não é manual de passatempo para curiosos, mas a Palavra de Deus, seu objetivo é redentivo!
 
Elucidação
O apóstolo João não quer fazer terrorismo, nem satisfazer a curiosidade de ninguém, mas trazer um alerta ao povo de Deus. Ele sabe que ignorar o assunto é pior, por isso, ele adverte o povo de Deus “sobre o tempo dos anticristos”.
 
I. Eles marcam o fim dos tempos:
 A. Falsos cristos e falsos profetas são um dos sinais listados do fim dos tempos:
(a) Nas palavras de Jesus - Mt 24. 5  “Porque virão muitos em meu nome, dizendo: Eu sou o Cristo, e enganarão a muitos.”
(b) Nas palavras dos apóstolos - 2 Pedro 2:1 “Assim como, no meio do povo, surgiram falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos mestres, os quais introduzirão, dissimuladamente, heresias destruidoras, até ao ponto de renegarem o Soberano Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina destruição."
 
B. O apóstolo João faz duas afirmações bombásticas: “já é a última hora” e “muitos anticristos têm surgido”. Muitos utilizam passagens como essa para negar a Bíblia, dizendo, se ela fosse verdadeiro, Jesus já teria voltado, pois o apóstolo se referia aos seus dias como sendo a última hoje! Porém, devemos ver o que significa essas duas expressões: “última hora” e “anticristo”.
 
(a) Última hora – é equivalente às expressões “final dos tempos” e “últimos dias”. A Bíblia mostra que:
i.                  O Sr. Jesus Cristo nasceu nos últimos dias – Is 9.1-7: “1  Mas para a terra que estava aflita não continuará a obscuridade. Deus, nos primeiros tempos, tornou desprezível a terra de Zebulom e a terra de Naftali; mas, nos últimos, tornará glorioso o caminho do mar, além do Jordão, Galiléia dos gentios. 2  O povo que andava em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz. 3  Tens multiplicado este povo, a alegria lhe aumentaste; alegram-se eles diante de ti, como se alegram na ceifa e como exultam quando repartem os despojos. 4  Porque tu quebraste o jugo que pesava sobre eles, a vara que lhes feria os ombros e o cetro do seu opressor, como no dia dos midianitas; 5  porque toda bota com que anda o guerreiro no tumulto da batalha e toda veste revolvida em sangue serão queimadas, servirão de pasto ao fogo. 6  Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz; 7  para que se aumente o seu governo, e venha paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, para o estabelecer e o firmar mediante o juízo e a justiça, desde agora e para sempre. O zelo do SENHOR dos Exércitos fará isto”. O cumprimento dessa profecia se encontra em Mt 4.13-17.
ii.              Jesus manifestou-se no final dos tempos – 1 Pedro 1:20  “conhecido, com efeito, antes da fundação do mundo, porém manifestado no fim dos tempos, por amor de vós”
iii.           O Espírito Santo foi dado no final dos tempos – Atos 2:17  E acontecerá nos últimos dias, diz o Senhor, que derramarei do meu Espírito sobre toda a carne; vossos filhos e vossas filhas profetizarão, vossos jovens terão visões, e sonharão vossos velhos;
 (b) Os anticristos – “adversários de Cristo”. São todos aqueles que negam o Sr. Jesus Cristo, ou se levantam contra ele, por isso:
i.                  Já existiam falsos cristos nos dias de Jesus.
ii.              Existiam anticristos nos dias dos apóstolos. Atos 5.34-39.  
 C. Vemos que os últimos dias na Bíblia, ao contrário, do que muitos pregadores dizem, não são os últimos 7 anos antes da vinda de Cristo, mas um período indefinido, entre a primeira e a segunda vinda, que somente Deus sabe quando acabará.
 Aplicação – Vivemos a última hora! É o que a Bíblia diz, prova disso, a presença dos anticristos! A última hora é um período indefinido para nós por causa de sua natureza e sinais! E sabe para quê? Para que vigiemos!
 
II. Eles antecedem o Anticristo Final:
A. Os anticristos antecedem a vinda do “Anticristo”. São apenas precursores de algo muito maior. Sobre isso, falou também o apóstolo Paulo em 1Ts 2.7.
(a)                     O ministério do mal já opera
(b)                     Ele ainda não se revelou plenamente, pois, não chegou a hora determinada por Deus.
B. O Anticristo virá com poder como nunca antes visto, será popular como nenhum outro antes dele, fará mais do qualquer um dos outros que o antecederam. Será semelhante a muitos outros na natureza, mas num grau jamais visto.
a)   Ele não será patético como um Henry Cristo.
b)  Ele não será um derrotado como Sadam Hussein.
c)   Ele não será impopular como George W. Bush.
 Aplicação – Há muitos anticristos! Porém, haverá um maior que virá no fim de tudo! Não sabemos como ele virá, mas de uma coisa sabemos: Jesus o derrotará! 2 Ts 2:8  “então, será, de fato, revelado o iníquo, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro de sua boca e o destruirá pela manifestação de sua vinda.”
Conclusão
Por que o tempo do fim é marcado pela presença dos anticristos? R. Por que o tempo do fim, é marcado pela salvação! Ao passo que o Evangelho salva o que crer, condena o incrédulo! Assim, como Deus estende o seu braço para salvar, o Diabo se movimenta para disseminar o erro! Apocalipse 12:12  “Por isso, festejai, ó céus, e vós, os que neles habitais. Ai da terra e do mar, pois o diabo desceu até vós, cheio de grande cólera, sabendo que pouco tempo lhe resta.”
 

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Tenha Cuidado no Falar




Sermão em Tg 3.1-12.

 Introdução – “Quem fala tudo o que pensa, acaba falando o que não convém!” Rev. Maely. Esse meu querido mestre sempre usava essa expressão para o perigo com as palavras. É preciso ter cuidado com a língua, com o que falamos.


Elucidação – Dentro da meta de ensinar os cristão-judeus da necessidade de um “Cristianismo Verdadeiro”, Tiago agora começa a apontar uma área que faz parte da vida – o falar. O Cristianismo verdadeiro é o Cristianismo Completo – de pensamento, atos e palavras; por isso, Tiago exorta os crentes sobre o falar.


Tenha Cuidado no Falar


I – Por que A Língua é Incontrolável (3.1-5): “1  Meus irmãos, não vos torneis, muitos de vós, mestres, sabendo que havemos de receber maior juízo.”

A - Advertência aos Mestres. Tiago começa advertindo essa classe de oficiais, não por serem mais propensos ao mal, nem por serem desnecessários, como alguns podem até pensar, mas, justamente, pelo fato do oficio do mestre ser essencialmente oral!

a)    O oficio de mestre requer responsabilidade, como qualquer outro, ou talvez até mais! Um mestre equivocado ou mal intencionado é um instrumento muito útil ao Diabo.

b)     Quem é notado é anotado.” Diz certo ditado! Todo mundo presta mais atenção na vida de quem está ensinando do que na vida daquele que está calado.

B – Talvez, algum irmão dissesse: “Eu não tropeço nunca!” ou talvez, outro dissesse: “Há sim, eu sou pecador, mas não tenho problema com o falar!”. Tiago não é hipócrita, ele sabe que os crentes ainda erram, e por isso, ele mesmo se inclui na categoria de pecador. Quando diz: “2 Porque todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça no falar, é perfeito (maduro) varão, capaz de refrear também todo o corpo.” Ele está dizendo: “Sejam sinceros e vejam um coisa, todo crente erra em algo, não é mesmo. Mas se você não erra no falar, você já é suficientemente maduro, para controlar qualquer outro pecado na sua vida. Pois controlar a língua é muito difícil!” Quem consegue controlar a língua, consegue controlar qualquer área da vida. Duas símiles:

a)    Cavalos – 3 Ora, se pomos freio na boca dos cavalos, para nos obedecerem, também lhes dirigimos o corpo inteiro.

b)   Navios – 4  Observai, igualmente, os navios que, sendo tão grandes e batidos de rijos ventos, por um pequeníssimo leme são dirigidos para onde queira o impulso do timoneiro. 5  Assim, também a língua, pequeno órgão, se gaba de grandes coisas.”

C – Como é difícil controlar a língua! Controlar o que falamos! Ela é pequena, mas se gaba de grandes coisas! Existe um ditado: “Quem tem boca fala o que quer! Quem tem ouvido ouve o que não quer!” Se gabar, é a mesma coisa de vangloriar, algo condenado na Bíblia. Através da língua o homem pode sem motivo engrandecer-se!


II – Por que A Língua é Destrutiva (3.6-8): “Vede como uma fagulha põe em brasas tão grande selva! 5b. 6  Ora, a língua é fogo; é mundo de iniqüidade; a língua está situada entre os membros de nosso corpo, e contamina o corpo inteiro, e não só põe em chamas toda a carreira da existência humana, como também é posta ela mesma em chamas pelo inferno.”

A – O poder destrutivo da língua é comparado a uma fagulha! Vemos nos noticiários que incêndios gigantescos, na maioria das vezes, iniciam-se a partir de cigarros prestes a se apagarem! Que poder destrutivo tem o fogo? Ele destrói em horas uma floresta cujas árvores levaram séculos para crescerem! Porém, tal poder não é impar, ele encontra um par: a língua humana.

a)    A Bíblia em outros lugares compara a língua ao fogo -  Pv 16.27  O homem depravado cava o mal, e nos seus lábios há como que fogo ardente.”

b)    Percebam a semelhança da língua com o fogo. Ele começa aos poucos até tomar proporções gigantescas. Quantas intrigas ou difamações não começam de pequenos focos, às vezes, mal entendidos, que a cada novo ouvinte ganhou um complemento, ao ponto de virar uma grande rede de destruição!

B - A Língua em si possui um alto poder destrutivo! Ela:

a)    Contamina o corpo inteiro: a língua está situada entre os membros de nosso corpo, e contamina o corpo inteiro,

b)    A língua é capaz de instigar a humanidade ao mal: e não só põe em chamas toda a carreira da existência humana,

c)    É útil aos propósitos malignos do Diabo.v. 3 como também é posta ela mesma em chamas pelo inferno.”

C – Tiago lembra que o homem que recebeu a autoridade e capacidade de dominar as criaturas, fracassa no próprio falar: “v. 7 Pois toda espécie de feras, de aves, de répteis e de seres marinhos se doma e tem sido domada pelo gênero humano; 8  a língua, porém, nenhum dos homens é capaz de domar; é mal incontido, carregado de veneno mortífero”.


III – Por que A Língua é Incoerente (3.9-12): “9  Com ela, bendizemos ao Senhor e Pai; também, com ela, amaldiçoamos os homens, feitos à semelhança de Deus.”

A - A língua faz coisas boas e más. No entanto, o cristão deveria fazer apenas coisas boas, deve crucificar aquilo que pertence à natureza pecaminosa, e cada dia se revestir de virtudes, o que condiz com a sua nova condição.


B – Como já falamos, o apóstolo adverte contra a incoerência de vida, a diferença entre o dito e o feito, entre o crido e o demonstrado! A coerência do crente deve se refletir no seu falar. É incoerente ser cristão e viver a amaldiçoar os outros, blasfemar, murmurar, mentir, falar obscenidades.  Quem vê um crente sem santidade no falar, dificilmente acreditará na santidade de vida, afinal a boca fala do que está cheio o coração (Mt 12.34).

a)    As pureza no falar pertence a nova natureza, que aquele que possui a Cristo recebe. Ex.: Ef 4.29  “Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, e sim unicamente a que for boa para edificação, conforme a necessidade, e, assim, transmita graça aos que ouvem.” E também: 1Pe 3.9  “...não pagando mal por mal ou injúria por injúria; antes, pelo contrário, bendizendo, pois para isto mesmo fostes chamados, a fim de receberdes bênção por herança.”


C –10 De uma só boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não é conveniente que estas coisas sejam assim. 11  Acaso, pode a fonte jorrar do mesmo lugar o que é doce e o que é amargoso?12  Acaso, meus irmãos, pode a figueira produzir azeitonas ou a videira, figos? Tampouco fonte de água salgada pode dar água doce.” O que falamos pode ser facilmente desmentido pelo que praticamos. Há pessoas com muitas palavras e poucas obras, há pessoas com belas palavras e obras horríveis e há pessoas que nem palavras belas possuem. Isso tudo Tiago combate! Tem gente que a própria boca é podre, nem precisa olhar para a vida! As palavras já dizem tudo!

a)    A incoerência dos frutos – Mt 7: “16  Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros ou figos dos abrolhos? 17  Assim, toda árvore boa produz bons frutos, porém a árvore má produz frutos maus.”

b)    O Senhor Jesus Cristo nos ordenou que abençoar os que nos amaldiçoam (Mt 5.44).

 Conclusão

  • Tenha domínio próprio – controle a língua.
  • Seja produtivo - controle a língua.
  • Seja coerente e não um hipócrita – controle a língua.



sexta-feira, 12 de agosto de 2011


Exposição de Tg 1.1-11

Introdução – Lendo um livro sobre liderança, o autor fazia um interessante contraste entre os pessimistas e os otimistas. Dizia ele que: o pessimista vê os obstáculos como avisos para desistência, enquanto o otimista os vê como oportunidades para o aperfeiçoamento e a superação. 
Elucidação  Tiago, servo de Deus e do Senhor Jesus Cristo, às doze tribos que se encontram na Dispersão, saudações. O Tiago escreveu esta carta a um público composto de judeu-cristãos que viviam fora da Terra Santa. Foi escrita por volta da perseguição que se iniciou no ano 44 A.D. Possivelmente, é o escrito mais antigo do Novo Testamento. A preocupação de Tiago era prática, falando das implicações da fé na vida dos crentes. Como foi escrito num contexto de perseguição, Tiago se preocupa bastante em exortar os crentes provados, para que eles vissem que, em meios as dificuldades, surgiam grandes oportunidades.

Provação: Sinônimo de Oportunidade Para o Crente

I – Oportunidade de Confirmar a Fé (1.2-4):

“2  Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações,3  sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança. 4 Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes.”

A – Tal exortação do apóstolo Tiago parece contrária à “mensagem do evangelho dos nossos dias” centrado no homem, pregando uma mensagem de “autoajuda”, inspirada pelo consumismo e não pelo Espírito. Como o apóstolo pode dizer: “se alegrem completamente quando estiverem enfrentando provações”?  Pode parecer difícil entendermos isso hoje, mas:
1) A provação é fato na vida dos cristãos. O Sr. Jesus Cristo, falou que teríamos provações. Mt 10.22 - Sereis odiados de todos por causa do meu nome; aquele, porém, que perseverar até ao fim, esse será salvo.
2) Vemos que: “... todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos”.  2 Timóteo 3:12 

B – A realidade da provação na vida dos cristãos, não é algo questionável, antes é uma realidade bíblica comprovada! Deus tem propósito na provação dos cristãos, aliás, Ele tem propósito em todas as coisas, especialmente na vida dos seus eleitos. Somente saber isso, já deveria gerar conforto aos crentes, mas vemos ainda uma utilidade prática das provações – confirmação da fé! Para entendermos isso, vejamos o que é a fé: Hb 11.1 - “Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem.”
1) A verdadeira fé envolve espera e convicção! De outra sorte, não há uma fé verdadeira!
2) A fé verdadeira envolve perseverança, presteza e constância.
3) Deus estabeleceu a fé como instrumento para que os eleitos recebessem a graça, e assim, a salvação. Assim, como também, estabeleceu a perseverança como sendo o meio da fé ser testada, aperfeiçoada e evidenciada. Rm 5:1  “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo; 2  por intermédio de quem obtivemos igualmente acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e gloriamo-nos na esperança da glória de Deus.3  E não somente isto, mas também nos gloriamos nas próprias tribulações, sabendo que a tribulação produz perseverança; 4  e a perseverança, experiência; e a experiência, esperança. 5  Ora, a esperança não confunde, porque o amor de Deus é derramado em nosso coração pelo Espírito Santo, que nos foi outorgado”.  
  
C – “Ninguém dá valor ao que não lhe custou nada”. Esse ditado é conhecido de todos nós, e exprime uma grande verdade – que o home é essencialmente ingrato. Quantas pessoas possuem tudo em suas mãos, e somente ao que darão valor ao que possuem, no dia quando perderem tudo! Quantos filhos foram “estragados pelos” pais em seu caráter, pois tiveram tudo sempre em suas mãos? Nunca lutaram, por isso, nunca deram valor!

D – Deus que soberana e graciosamente dá salvação aos seus eleitos, estabeleceu a perseverança como meio para o aperfeiçoamento e crescimento! Somente quando testado é que se comprova algo. Somente com provações é que pode se aperfeiçoar o caráter e a maturidade, e o Senhor quer o seu povo seja “perfeito e integro” e não deficiente (v.4). Mt 5.48. Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejais perfeitos e íntegros, em nada deficientes. v.4.
1) O caráter do crente se aperfeiçoa nas tribulações, tal foi com muitos servos de Deus no passado (p.ex. Hb 11).
2) Por isso, a fé comparada com o metal refinado pelo fogo, ex I Pe 1.6-7 – “Nisso exultais, embora, no presente, por breve tempo, se necessário, sejais contristados por várias provações, para que, uma vez confirmado o valor da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro perecível, mesmo apurado por fogo, redunde em louvor, glória e honra na revelação de Jesus Cristo;...”

II – Oportunidade de Ser Sábio (5-8):

“5 Se, porém, algum de vós necessita de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e nada lhes impropera; e ser-lhe-á concedida. 6  Peça-a, porém, com fé, em nada duvidando; pois o que duvida é semelhante à onda do mar, impelida e agitada pelo vento. 7  Não suponha esse homem que alcançará do Senhor alguma coisa;8  homem de ânimo dobre, inconstante em todos os seus caminhos”.

A – Na tribulação surge a necessidade de sermos sábios, pois são justamente, em momentos de crise que se evidenciam as virtudes dos homens. Tal não é diferente no reino de Deus! Assim, as tribulações são oportunidades de sermos sábios. Devemos salientar que sabedoria aqui, não significa um saber especulativo, mas o discernimento espiritual e prático!  Vemos que a sabedoria:
1) Deus dá sabedoria, assim como dá tantas outras coisas aos que perseverantemente buscam – “... e tudo quanto pedirdes em oração, crendo, recebereis.” Mt 21.22.
2) Porém, tal busca deve ser confiante e constante. “De fato, sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe e que se torna galardoador dos que o buscam.”Hb 11.6.

B – Nos evangelhos lemos uma promessa: que quando levados aos tribunais, o Espírito Santo falaria pelos crentes diante dos seus acusadores (Mt 10.19-20)! Deus dá sabedoria aos seus! Tiago viu essa promessa se cumprir, por isso, ele motiva os crentes a buscarem essa sabedoria!

C – A busca por sabedoria – como já falado - envolve uma disposição espiritual e mental, constante e confiante. Muitos suportam a tribulação até certo ponto, buscam a sabedoria até ponto “X”; mas não perseveram! Tiago fala desses, e usa duas figuras:
1) O que duvida é como o mar inconstante. Inconstância é uma marca dos ímpios – “Mas os perversos são como o mar agitado, que não se pode aquietar, cujas águas lançam de si lama e lodo.” Is 57.20
2) O que duvida é de animo dobre – possui dois espíritos! Essa expressão foi criada, possivelmente, pelo apóstolo Tiago!

IV – Oportunidade de Vermos a nossa Fragilidade (9-11):

9  O irmão, porém, de condição humilde glorie-se na sua dignidade, 10  e o rico, na sua insignificância, porque ele passará como a flor da erva. 11 Porque o sol se levanta com seu ardente calor, e a erva seca, e a sua flor cai, e desaparece a formosura do seu aspecto; assim também se murchará o rico em seus caminhos.

A – Uma situação crítica nos faz ver a nossa insignificância e impotência! Nas provações, o crente tem a oportunidade de atenta para a sua condição efêmera e dependente! No caso de Tiago, as provações que os crentes enfrentavam eram: o desterro, o espólio e a morte!
1) Diante de situações dessas, como não perceber a sua própria fragilidade e impotência.
2) Diante de situações dessa, como não buscar auxilio em Deus?

B – Os estudiosos perceberam que a mensagem de Tiago foi muito influenciada pelo ensino de Jesus nos sermões do Monte e/ou da Planície. Assim, os vv.9-11, parece reminiscência de Mt 5.1-12 e Lc 6.20-23. Vemos que algo muito comum no ensino de Jesus é a advertência às riquezas.
1) “... onde está o teu tesouro, aí estará o teu coração.” Mt 6.21
2) “Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas!” Mc 10.23b.
3) Os ricos têm dificuldade de pensarem na vida eterna. Ex.:Lucas 12:20  “Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?

C – Tiago utilizada a comum símile bíblica da vida humana com a erva, quer chamar a atenção dos crentes para a glória eterna. Ele está dizendo: Quem tem Cristo tem dignidade, pois herdará as sua promessas; enquanto quem não tem Cristo, pode ter tudo hoje, mas é como  não possuísse nada, pois quando Ele que é o Sol da justiça vier, então, tudo passará.
Concluindo, gostaria de voltar ao inicio gostaria de voltar ao que falamos no início desta mensagem: os pessimistas transformam os obstáculos em impedimentos e motivos para desistirem, enquanto os otimistas transformam em oportunidades para aperfeiçoamento e superação. Diante disso, gostaria de perguntar: como você tem reagido diante das tribulações e provações? Você tem visto como uma oportunidade para o seu crescimento espiritual – confirmação da fé, crescimento em sabedoria e reconhecimento da sua própria fragilidade? Espero que você saiba aproveitar os momentos de tribulação para glorificar a Deus! Muitos querem ser fortes espiritualmente, mas na tribulação sucumbem. Quando tivermos em tribulação, não esqueçamos jamais do que diz a Palavra do Senhor em 2 Timóteo 2:12  “se perseveramos, também com ele reinaremos; se o negamos, ele, por sua vez, nos negará;...”.

Rev. Andriel Cleber Santos de Araújo

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Sermão no Salmo 11

Sermão

A Confiança do Justo na Batalha está em Deus
Sl 11


Introdução. Vivemos em uma guerra espiritual, a Bíblia freqüentemente utiliza essa imagem. O crente luta contra a carne, luta contra o mundo, luta contra o Diabo
Elucidação. O Sl 11 foi composto por Davi em contexto militar. Possivelmente enfrentava Absalão – seu filho-; ou alguma das nações vizinhas! Naqueles dias, a guerra espiritual envolvia - literalmente - a luta a dramática contra indivíduos e nações. Hoje a nossa guerra não é contra a carne e o sangue, mas muito podemos aprender com a peleja de Davi. Em meio as lutas de Davi vinham desânimos e desanimadores, mas ele não desanimava, pois a sua confiança estava posta, não em si mesmo, mas no Senhor!

I – Por que Deus é o seu abrigo (1-3):


1  No SENHOR me refugio. Como dizeis, pois, à minha alma: Foge, como pássaro, para o teu monte? 2  Porque eis aí os ímpios, armam o arco, dispõem a sua flecha na corda, para, às ocultas, dispararem contra os retos de coração.3  Ora, destruídos os fundamentos, que poderá fazer o justo?

A – Percebam o conselho que os incrédulos ou fracos na fé davam a Davi em meio a sua luta: “Fuja Davi, fuja como pássaro para o seu monte! Pois, os ímpios se armam em cilada para dispararem contra os justos. Fuja Davi, pois os fundamentos foram destruídos! O que você poderá fazer?!”. Imagem utilizada: o prédio cujos alicerces desintegraram-se. Uma expressão equivalente em português seria: “a casa caiu!!!”

 B – Se este salmo foi composto quando Davi fugia do Seu filho, a expressão de desânimo significaria que ele deveria procurar um outro lugar para si. Se o salmo foi composta quando Davi combatia um inimigo externo, significaria que o Rei deveria voltar para o monte Sião (Jerusalém). Uma coisa é certa: Esse mau conselho não era dado pelos “inimigos” diretos do Rei, e sim, pelos covardes e incrédulos que se encontravam no seu exército! Muitas vezes são os que se encontram “do nosso lado” que nos fazem desanimar. Já dizia certo poeta pop: “tem gente que está do mesmo lado que você, mas deveria está do lado de lá!” Os covardes, os pessimistas e os incrédulos acabam contaminando muitos outros!

C – Essa era a situação de Davi: pessoas que se diziam amigos aconselhavam: Davi, só resta fugir, os perversos se armam e atocaiam. Não temos o que fazer, a casa caiu! Pois, os alicerces já foram derrubados!

i.                   Toda construção tem fundamento, alicerce, ou deveria ter; de outra sorte, não subsiste!
ii.                A metáfora da construção é usada para sociedade, idéias, planos, teorias etc! Por isso dizemos: “as idéias daquele partido não possuem fundamento”, “fulano contou uma estória sem fundamento”, “a religião de cicrano não tem fundamento”, “as famílias de hoje não tem alicerce”.

D – Davi respondia aos incrédulos e vacilantes que estavam ao seu lado, dizendo: No Senhor me refugiu! Não me mandem fugir como passarinho assombrado, dizendo que os inimigos se armam e se atocaiam contra mim! Não adianta dizer que não tenho mais como sustenta a situação, que os fundamentos foram destruídos, que a “casa caiu”! Pois, o meu fundamento, a minha rocha, o meu auxilio e fortaleza é o SENHOR!!!

Aplicação. Vivemos dias difíceis. Para pessoas em geral, para cristãos em especial. Há muitas vidas sem fundamentos, por isso vemos: famílias, igrejas, instituições e vidas destruídas. Mas podemos perseverar: as palavras de Cristo não passam, ele é a rocha na qual nos firmar. Mateus 7:24-25:  Todo aquele, pois, que ouve estas minhas palavras e as pratica será comparado a um homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha; e caiu a chuva, transbordaram os rios, sopraram os ventos e deram com ímpeto contra aquela casa, que não caiu, porque fora edificada sobre a rocha.


II – Por que Deus reina (4-7):

A – Davi podia continuar lutando, pois o seu fundamento era Deus! Porém, ter um refúgio nem sempre significa está a salvo! Quando havia guerra, a população se deslocava para as cidades, geralmente, muradas e construídas nos montes, para dificultar o acesso dos inimigos! Mas o cerco dos inimigos podia levar o refúgio a si tornar uma prisão ou até um túmulo! Pois, um sítio prolongado, trazia fome!

B – No entanto, o refúgio de Davi era seguro, pois Deus de Israel reina sobre tudo. ! No v. 4: O SENHOR está no seu santo templo; nos céus tem o SENHOR seu trono; os seus olhos estão atentos, as suas pálpebras sondam os filhos dos homens. Isso é, por demais, significativo, pois podemos confiar em algo, contar com alguém que verdadeiramente pode nos socorrer! A confiança de Davi estava firmada em Deus que reina
i.                   Deus é Rei e Juíz.
ii.                Ele reina sobre todas as coisas.
iii.             Seu poder é eterno. Jeremias 10:10 Mas o SENHOR é verdadeiramente Deus; ele é o Deus vivo e o Rei eterno; do seu furor treme a terra, e as nações não podem suportar a sua indignação.

 C – Não havia naquela época divisão de poderes – executivo, judiciário e legislativo! O rei, normalmente, era a última (suprema) estância do poder! Por isso, a imagem de Deus como rei e juíz andam juntas! Deus como rei de todo o universo para sempre fará justiça! Ele contempla todas as obras dos homens! V. “5  O SENHOR põe à prova ao justo e ao ímpio; mas, ao que ama a violência, a sua alma o abomina.”
i.                   Deus julga todos os homens, tantos os justos, quanto os injustos. Os que Ele ama e os que abomina!
ii.                Por isso, a Bíblia fala socorro aos justos, e castigo aos ímpios!
iii.             Aqui é feito um contraste! “6  Fará chover sobre os perversos brasas de fogo e enxofre, e vento abrasador será a parte do seu cálice. 7  Porque o SENHOR é justo, ele ama a justiça; os retos lhe contemplarão a face.”
a.         O fogo representa o juízo de Deus. Traz a lembrança de Sodoma e Gomorra! Que Deus fez chover fogo e enxofre (Gn 19.23-29).
b.        Os retos contemplaram a face de Deus. Terão a salvação, a comunhão com o Senhor!
                           

Aplicação. Deus reina, ele julga e faz tudo como lhe apraz (Sl 115.3). Tudo obedece ao propósito divino, todas as coisas cooperam para o bem daqueles que são chamados de acordo com o seu propósito. Mas, se você não está na lista dos chamados, você enfrentará sérios problemas, pois o Deus que salva o justo também condena o ímpio.

Conclusão

Viver é lutar, principalmente, no que se refere a esfera espiritual. O crente luta contra o mundo, o Diabo e si mesmo.  Somos assaltados a cada dia, muitos procuram nos desanimar, mas devemos crer que a vitória final virá para nós, pois Deus é o nosso refúgio e Ele reina, nada pode destruí-lo, nada pode vencer o Rei do universo.